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BLOG DESTINADO ÀS NOVAS TECNOLOGIAS, JORNALISMO E MODOS DE VIDA

segunda-feira, 12 de abril de 2010

domingo, 11 de abril de 2010

Juventude utiliza das tecnologias para protestar


Por Duda Teixeira, de Havana
Foto: Orlando Luiz Pardo

"Abaixo Fidel"

No dia 29 de outubro de 2008, Lia Villares, de 25 anos, saiu de casa às 9h30 da manhã com a frase "Abaixo Fidel", escrita a caneta azul em seu tênis. Enquanto esperava o ônibus, foi abordada por uma policial, que a levou para a delegacia. Lia foi interrogada por dois homens e depois liberada. No mesmo dia, a história já estava em seu blog na internet. Ela ainda conseguiu que seu tênis da rebeldia não fosse confiscado. Meses depois, Lia saiu com dois amigos pelas ruas de Havana perguntando aos pedestres: "Abaixo quem?". Alguns se recusaram a responder. Os mais jovens, porém, falavam o nome dos irmãos Castro. A "pesquisa" durou duas quadras. Na esquina, três viaturas esperavam os amigos, uma para cada um. O trio dormiu na delegacia. Diz Lia: "Foi surreal, não recomendo a ninguém".

Amanhã será outro dia

A professora particular de francês Claudia Cadelo não pode entrar em cinemas, salas de exposição e museus. O motivo da proibição é seu blog Octavo Cerco, em que escreve sobre a realidade do país. Em fevereiro deste ano, Claudia e seu marido foram impedidos de assistir a uma mostra de filmes. O barraco armado pelo casal foi registrado com um aparelho de celular e colocado no blog. No vídeo, pode-se ver Claudia gritando para um policial desconcertado: "Eu não vou entrar porque você tirou o meu direito. Mas isso não é um direito seu. Hoje você desfruta a impunidade, mas amanhã não será mais assim". Depois do episódio, Claudia entrou com uma ação na Procuradoria-Geral da República para contestar o ostracismo cultural a que é submetida. O processo foi ignorado.

BLOGS: arrozconpunk.blogspot.com e habanemia.blogspot.com (Lia Vallares)
octavocerco.blogspot.com (Claudia Cadelo)

TWITTER: @claudiacadelo

Veja matéria completa em: http://veja.abril.com.br/140410/juventude-rebelde-p-094.shtml

O visionário de Avatar


Cineasta diz que a sequência do filme de maior faturamento da história mostrará a necessidade de encontrar um equilíbrio entre desenvolvimento e meio ambiente

Por Diogo Schelp
Foto: Ethan Miller/Getty Images

O cineasta canadense James Cameron, de 55 anos, é o criador de alguns dos maiores sucessos do cinema, como O Exterminador do Futuro, Aliens, Titanic e, recentemente, Avatar, uma produção de mais de 300 milhões de dólares que ultrapassou a marca de 2 bilhões de dólares de faturamento em venda de ingressos. Cameron planeja dar sequência a Avatar. Profeta da tecnologia aplicada ao cinema e dono de um dom quase infalível para saber o que fará sucesso entre os espectadores, Cameron também tenta ser um visionário do meio ambiente. Ele esteve no mês passado no Brasil para participar, em Manaus, do Fórum Internacional de Sustentabilidade, realizado pela Seminars e promovido pelo Lide. Aproveitou a ocasião para sobrevoar pela primeira vez a Floresta Amazônica e conhecer a região onde será construída a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Xingu. Após a visita, decidiu organizar uma campanha internacional contra a usina. Cameron concedeu a seguinte entrevista a VEJA.

Avatar valoriza experiências sensoriais como entrar em uma floresta cheia de flores coloridas ou sentir a terra sob os pés nus. A humanidade esqueceu como apreciar essas sensações? Sim. As pessoas estão se afastando não apenas da natureza, mas do contato humano. Os jovens têm as suas interações sociais on-line, em vez de pessoalmente. As aventuras acontecem em jogos de computador, não mais fora de casa. A interação com a realidade, com outras pessoas e com a natureza está diminuindo. A tecnologia permite isso.

O senhor, contudo, é o diretor de cinema que mais usa tecnologia no mundo. Como explicar esse paradoxo? De fato, é um paradoxo. Eu sempre tive uma relação de amor e ódio com a tecnologia. Durante as filmagens de Avatar, os atores tiveram de entrar em contato com o lado mais primitivo de si próprios e, ao mesmo tempo, atuar nas condições mais high-tech possíveis. Para dar uma ideia da tecnologia envolvida, este foi o primeiro filme a demandar uma memória de 1 petabyte (1 milhão de gigabytes) para ser armazenado. Para processar as imagens digitais, na Nova Zelândia, tivemos de desenvolver o computador mais potente do Hemisfério Sul. Ou seja, não podemos ser ludistas e afirmar que toda tecnologia é ruim. A solução para salvar nosso planeta também passapelo uso da tecnologia. Por isso, penso que, antes de construir uma hidrelétrica como a de Belo Monte, no Pará, por exemplo, o governo brasileiro poderia buscar outras saídas para atender à necessidade de energia do país. Todo projeto de represa com um impacto negativo sobre os moradores da região deveria ser evitado. A alternativa, no nível nacional, pode ser aumentar a eficiência no uso de energia nas cidades.

Em Avatar 2, o meio-termo entre economia e meio ambiente será encontrado? Sim. O próximo filme não deverá ser tão preto no branco quanto o primeiro. Durante uma projeção de Avatar no Equador, a anciã de uma tribo indígena criticou o filme por escolher a violência como solução para o conflito ambiental. Por isso, pretendo mostrar, na continuação da obra, que as partes têm de chegar a um acordo. Outras questões a que Avatar 2 e, talvez, Avatar 3 precisam responder: a humanidade pode ser salva? O modo de vida dos Na’vi (o povo azul que habita Pandora, a lua fictícia do filme) pode transformar o planeta Terraou estamos condenados? Os seres humanos serão capazes de absorver as ideias poderosas de Pandora e aplicá-las à própria vida, de maneira a recuperar tudo o que perderam? Em outras palavras, os Na’vi podem ter uma mensagem de esperança para nós, terráqueos? O primeiro Avatar é apenas o tiro inaugural de uma gigantesca batalha de ideias e civilizações.

O que mais haverá de novidade no próximo filme?
Ele se passará parte em terra, parte em um ambiente subaquático, em um oceano.

Como foi perder o Oscar de melhor filme para Guerra ao Terror, um filme muito mais barato que o seu e ainda por cima dirigido por sua ex-mulher, Kathryn Bigelow?
Pessoalmente, tive sentimentos contraditórios. Senti alegria e tristeza pela escolha do prêmio. Eu estava desapontado pela equipe do filme, que tinha uma grande expectativa em relação ao prêmio. Por outro lado, Kathryn e eu somos amigos e colaboradores há muito tempo. Emocionalmente, significou muito para mim vê-la ganhar. É a primeira vez que uma mulher ganha como melhor diretora. Foi ótimo que tenha sido ela. Dito isso, os dois filmes abordam de maneira bastante diferente uma questão política: a guerra no Iraque. Avatar tem uma mensagem clara contra o uso militar para fins imperialistas. Não está certo enviar soldados para matar iraquianos a torto e a direito apenas para garantir o fornecimento de petróleo. O filme de Kathryn não discute isso, mas mostra o trauma psicológico que a guerra causa nos soldados. Um grande fator que levou Avatar a perder o Oscar é o fato de o filme ser tão deslumbrante visualmente que os membros da Academia não deram muito crédito à história.

Mais em:http://veja.abril.com.br/140410/visionario-avatar-p-019.shtml

Testando o IPad


Um jogador de games, uma professora acostumada a ler jornais e livros impessos e um cinéfilo testam o Ipad. Em vídeo, eles dão suas impressões sobre como é trocar os objetos tradicionais pelo novo aparelho da Apple.

Veja vídeo em: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia-tecnologia/convidados-veja-teste-ipad-apple-548051.shtml

Da bajulação

Por Patrícia Carvalho

O articulista da Revista Veja, J.R. Guzzo, escreve esta semana sobre bajulação. Em análise ao comportamento do presidente Lula e de seus seguidores, resume: Para quem escolhe entre bajulação e sinceridade está difícil o mercado de trabalho.

A saga da bajulação diretamente propocional ao emprego ou da não bajulação versus desemprego. Em cidades pequenas isso é ainda pior. Alguns jornalistas, inclusive, não fogem à regra. Afinal, como criar sua prole? Em seus gestos porém, essas mesmas pessoas não esclarecem, ou fogem a isso, como explicariam à sua prole como ser pago por um cargo de chefia sem exercer. Complicado.

Vale a pena conferir o artigo de J.R. Guzzo, aqui reproduzido. Boa leitura.

Em modo extremo
"Lula não corrige nenhum dos erros que comete, pois acabou convencido de que não erra nunca; além disso, é estimulado o tempo todo a continuar errando"

O brasileiro comum, do tipo que não pode nomear parentes nem agregados para "cargos em comissão" no serviço público, raramente tem a oportunidade de ser bajulado. Em compensação, passa a vida pagando pelos estragos causados pela bajulação praticada em escala maciça, e todos os dias, nas esferas mais altas do governo – a começar pela esfera mais alta de todas. Não existe uma única alma, ali, capaz de admitir que possa haver algum erro, mesmo de pequeno porte, em qualquer coisa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva diga, faça ou pense. O resultado é que Lula não corrige nenhum dos erros que comete, pois acabou convencido de que não erra nunca; além disso, é estimulado o tempo todo a continuar errando. A conta, como de costume, é paga pelo público em geral. Como poderia ser diferente, quando as pessoas com quem Lula fala e convive diariamente estão dispostas a tudo para deixar claro, claríssimo, que ele tem sempre razão, seja lá no que for?

O presidente, por sua própria iniciativa, já se acha a obra mais bem-acabada que a história do Brasil conseguiu produzir até hoje. Fica ainda mais convencido disso, naturalmente, quando é chamado por seus ministros e principais mandarins de "Nosso Mestre", "Nosso Guia" ou "Nossa Luz", e passa o dia inteiro cercado de gente cuja grande preocupação na vida é dar um jeito de dizer só o que ele quer ouvir. Ou então não dizer, de jeito nenhum, o que ele não quer ouvir. Talvez ninguém tenha resumido melhor essa questão do que a ex-ministra Dilma Rousseff, pré-candidata oficial nas próximas eleições presidenciais. Questionada recentemente sobre o que achava da situação dos presos políticos em Cuba, que Lula havia acabado de comparar com "bandidos" de São Paulo, Dilma mostrou que só pensa naquilo – como concordar com o chefe. "Vocês não vão tirar de mim nenhuma crítica ao presidente Lula", respondeu aos jornalistas. "Nem que a vaca tussa." A candidata, em suma, não disse nada sobre a liberdade em Cuba. Ao mesmo tempo, disse tudo sobre o padrão de conduta hoje em vigor no governo.

Até algum tempo atrás, com seus índices de popularidade que não param de subir, Lula parecia satisfeito em ouvir de seus auxiliares, concordando 100% com eles, que é o maior presidente que o país jamais teve. Hoje já começa a dar a impressão de que está se sentindo grande demais para caber nas fronteiras do Brasil. "Eu gostaria que todos os governantes do mundo agissem como eu ajo", disse ele numa de suas recentes viagens ao exterior. Ultimamente deu para achar que o Brasil tem condições de resolver o problema do Oriente Médio, que está aí pelo menos desde 1948, ou de convencer os aiatolás do Irã a utilizar de maneira construtiva a bomba atômica que, segundo se suspeita, estão fabricando. Imagina que a melhor maneira de amansar ditadores é ficar amigo deles, e vive ouvindo de seus colaboradores que é um grande nome para chefiar as Nações Unidas depois que acabar seu mandato presidencial; aparentemente, até agora, vem achando muito natural essa possibilidade.

É óbvio que não se pode esperar nada muito diferente disso; a Presidência da República, aqui ou em qualquer lugar do mundo, é um ecossistema voltado para a sobrevivência dos mais aptos a bajular, obedecer e dissimular o que pensam. Tome-se, por exemplo, o caso da Casa Branca, onde a palavra "transparência" tem um valor quase religioso, pelo menos no discurso oficial da política americana. Ninguém que tenha um gabinete ali dentro sairia de casa de manhã, rumo ao trabalho, prometendo a si próprio: "Hoje eu vou dizer umas boas verdades a esse Obama". Se disser, serão as suas últimas palavras no emprego – o índice de mortalidade na carreira é altíssimo para pessoas que querem, ao mesmo tempo, servir a presidentes da República e manter intacta a sua sinceridade. Na verdade, a história se repete em qualquer lugar, público ou privado, onde alguém manda. O máximo que se consegue nesses ambientes, em matéria de crítica, são comentários do tipo: "O grande defeito do chefe é que ele trabalha demais". Ou é perfeccionista demais, sincero demais, confia demais nas pessoas, e por aí afora.

O problema, nos casos de bajulação em modo extremo como a que existe hoje em torno do Palácio do Planalto, é que o governo já começa a achar que a ausência de aplauso é uma anomalia; algo tão incompreensível que só pode ser má-fé. "Eu inaugurei 2 t000 casas e não vi uma nota no jornal", espantou-se o presidente tempos atrás. É nisso que veio dar essa história de "Nosso Mestre"...

sábado, 10 de abril de 2010

Política brasileira anda tão óbvia que sexo é uma das poucas alegrias do povo

Por Arnaldo Jabor - 09/04/10 - Rádio CBN

Sem contrato com a Globo


De um jeito nada óbvio, Wagner Moura falou à Tpm de família, casamento, medo e assédio

Por Ariane Abdallah

Que tipo de homem você é? O cara mais normal que existe, que leva o filho na escola, trabalha, volta pra casa. Sou canceriano, caseiro, gosto de ficar com a minha mulher, com a minha família, com meus amigos. Sou esse cara mediano, sabe? Que toma cerveja no sábado, assiste o jogo, mas gosta de Shakespeare. Aí falam: “Tem uma sensibilidade, é artista” [risos].

A Sandra (Delgado, mulher de Wagner) é simples, uma pessoa comum. Você gosta dessas mulheres que reinventam o próprio corpo? Tem algumas que ficam lindas, grandes... Mas eu gosto do tipo da San. Acho mais bonito. Gosto de pessoa com cara de pessoa. De mulheres e homens que pareçam seres humanos. Tem pessoa que parece outra coisa diferente, principalmente artista. [Pausa] San é linda, cara.

Em algum momento você se deslumbrou? Não. Mas todos nós somos um tanto narcisistas. Tenho um superorgulho de tudo o que fiz, tenho projetos pra dirigir, escrever, lançar minha banda, que é uma coisa que adoro. Aliás, é um perigo porque é muito mais astral do que trabalhar como ator.

Como assim? Os caras [da banda Sua Mãe, formada por ele, vocalista, e mais seis integrantes] são meus amigos da escola, e o rock tem uma coisa desencanada, uma falta de rigor. Talvez se eu tivesse que fazer um show por semana ficasse chato, mas do jeito que é posso tomar uma cerveja que não fico preocupado se vou ficar rouco, que amanhã tenho que acordar cedo. Isso me dá um prazer muito grande. Eu fiquei adulto, né?

Ao contrário de atores da sua geração, como seus amigos Lázaro Ramos e Vladimir Brichta, Selton Mello e Mateus Nachtergaele, você nunca teve contrato com a Globo. Por quê? Eu não ia me sentir bem. Agora mesmo eu ia fazer a novela do Gilberto Braga, mas achei que não era hora e respondi isso com tranquilidade. Como eu poderia dizer: “Porra, quero ir pra Bahia, ficar com meu filho...”, se eu estivesse ganhando uma grana todo mês?

O que você faz quando tem um dia livre? Acordo supertarde, fico com o Bem, brincando com ele...

Quem é sua mãe? Minha mãe é quem brincava comigo quando eu era criança. Meu pai se esforçava pra brincar, mas não tinha a manha. A minha mãe era menina, me teve com 21 anos, e era uma cabrita de cidade do interior da Bahia. Até hoje se conserva muito jovial. A gente tem esse gosto de cantar junto. Às vezes eu saía com ela em Salvador, falava: “Aí, mãe, vamos tomar uma cerveja?”. E a gente ia. Era um programa que não rolava muito com meu pai. Ele é o contrário, tem uma coisa serena. Com ele era mais um lance de conversar, ele era dos livros, da leitura. Minha mãe era também muito louca, muito honesta nos sentimentos dela. Tipo: “Ah, você é uma criança? Foda-se, tô puta”.

Quantos anos você tinha quando chegou ao Rio de Janeiro? 23. Eu trabalho como ator desde os 14, e uma hora comecei a achar que não ia rolar mais, não tava rolando trabalho, ao mesmo tempo eu estava indo forte na faculdade, achava que ia ser jornalista. Aí teve o Enecom, Encontro Nacional de Estudantes de Comunicação, em Floripa. Comprei minha passagem com a galera. Aí uma diretora de teatro com quem trabalhei um monte, Hebe Alves, me ligou e falou: “José Possi Neto [diretor de teatro] está aqui em Salvador e precisa de atores homens. Indiquei você e Vladimir [Brichta, amigo de Wagner]. Só que era no dia que eu ia viajar. Falei: “Porra, Hebe, eu vou pra Florianópolis, acho que não sou ator...”. Mas por um lado era como se alguém estivesse dizendo: “Você tem mais uma chance de fazer isso”. Fiquei com essa questão me atormentando. Quando estava todo mundo no ônibus, eu peguei minha passagem, dei pra um amigo que estava sem e fui fazer o teste. Aí o Possi falou: “Gostei muito da sua leitura”. Era de noite, estava chovendo, mas eu fui embora correndo até minha casa, que era longe. Não consegui ficar parado de tanta felicidade. E essa alegria, desse jeito, não tenho mais com o que faço. Tenho alegrias, acontecem coisas superlegais, trabalhos que gosto, mas não tenho mais esse frisson de correr na chuva. E a banda é uma coisa que me dá uma alegria parecida com isso.

Você acredita em acaso? Acho que a vida é isso. Mas não tenho a menor dúvida de que a gente faz nosso caminho, de que temos um poder grande também. Me interesso muito por religião. Meus pais são espíritas kardecistas, minha avó era católica, eu fui coroinha da igreja em Rodelas. Em Salvador, eu não concebia o fato de ser um baiano que não tivesse uma relação com a cultura do candomblé. Então minha aproximação com o candomblé foi muito mais cultural do que religiosa. Nos últimos tempos tenho me interessado também pela ciência, na mesma batida, uma coisa que te faça entender o que não tem explicação.

E, em Deus, acredita? Tenho a impressão de que realmente nós todos somos Deus. Esse poder de construir o seu caminho é a onda do poder divino. Fico pensando que Deus é o homem do futuro, o cara que vai um dia usar seu potencial mental completamente e entender: “Caralho, sou Deus”.

Você hoje faz meditação transcendental. Como é na prática? Fico assim [sentado numa cadeira com as pernas paralelas e as mãos sobre as pernas] e fecho o olho. Vinte minutos de manhã e 20 à noite. Nesse ritmo de filmagem faço só uma vez por dia. É um lance que vai ao encontro dessa coisa de ser Deus. Nada mais é do que olhar pra si mesmo e reconhecer em você o universo inteiro.

Mais em:http://revistatpm.uol.com.br/revista/97/paginas-vermelhas/sou-so-um-cara.html#3